Eaton usa Oracle para centralizar serviços financeiros na América do Sul Notícia um

Quando a idéia de criar uma central compartilhada de serviços financeiros foi apresentada à sede da corporação, nos Estados Unidos, a subsidiária brasileira da Eaton recebeu sinal verde na hora. Afinal de contas, a empresa – que atua em mais de 125 países e é uma das maiores fabricantes de componentes e sistemas elétricos, hidráulicos, automotivos e aeronáuticos do mundo – já tinha dois centros de serviços desse tipo. Um atendia a América do Norte; o outro, a Europa. O do Brasil seria o terceiro e deveria prestar serviços não só para todas as unidades da empresa no país, mas também para toda a América do Sul.

Assim nasceu o projeto do South America Service Center (SASC) da Eaton, que começou a ser implantado em 2004, com a consultoria e a parceria da Ninecon, e foi concluído em apenas dois anos e meio. “Era um projeto para cinco anos, porque envolvia um trabalho bastante complexo de integração e padronização de sistemas”, conta Nildo Bortoliero, diretor do SASC e o responsável por sua implantação.

O Grande Desafio

Para começar, cada unidade de negócios da empresa – são dez ao todo, espalhadas pelo Brasil – tinha o seu próprio sistema de contas a receber e a pagar, de contabilidade, de folha de pagamento e de controle patrimonial. Além disso, outro grande desafio estava no próprio crescimento da Eaton, que se deu, principalmente, a partir da aquisição de outras empresas – no mundo e também no Brasil. “Foi preciso pegar diferentes sistemas e integrar tudo num só”, diz Bortoliero.

A plataforma escolhida para isso foi o módulo Financials do Oracle E-Business Suite. Esse sistema da Oracle já era utilizado pela divisão de Transmissões – Unidade Truck, que fica em Valinhos, no interior de São Paulo, e representa o maior negócio da Eaton na América do Sul. Justamente por isso, a implantação do SASC começou por essa unidade, que foi sua primeira cliente e também forneceu as pessoas – da área financeira – que iriam integrar a equipe inicial do projeto. Além delas, essa equipe contou com usuários-chave (key-users) das várias divisões da empresa, com os consultores da Ninecon e com um gerente de projeto.

O primeiro passo foi criar um ambiente, baseado na plataforma da Oracle, para o qual as informações financeiras dos diferentes sistemas, utilizados nas diversas unidades da Eaton, pudessem ser trazidas. “O objetivo não era só consolidar as informações, mas realizar todas as atividades na área financeira no SASC”, afirma Bortoliero. Isso inclui as operações de contas a receber, a pagar, contabilidade, folha de pagamento, controle fiscal, ativo fixo e também exportação e importação.

A implantação do novo ambiente demandou interfaces específicas, necessárias para a integração. Algumas delas são padrão da Eaton e foram trazidas da própria matriz; outras foram desenvolvidas no Brasil – para atender exigências fiscais e legais do país – pela área de TI da empresa, em conjunto com os consultores da Ninecon e a equipe de projetos do SASC. A Oracle também participou do desenvolvimento de algumas interfaces destinadas a integrar o seu sistema aos de outros fornecedores – como o Magnus, da Datasul, e o MFG/Pro, da Qad.

Para Bortoliero, esse trabalho de parceria foi um dos principais motivos do sucesso da implantação – e do curto período em que ela foi realizada. “As equipes de negócios e de sistemas atuaram juntas no desenho do projeto, na escolha das soluções e na definição dos recursos”, afirma. “E a Ninecon foi um parceiro diferenciado e muito importante, que se envolveu no projeto desde o início e com a mesma dedicação dos nossos funcionários.” Bortoliero destaca que o conhecimento dos consultores da Ninecon, não só da plataforma Oracle mas também sobre a área de negócios financeiros, também foi fundamental.

Expansão para outros países

A fórmula adotada deu tão certo que hoje o SASC é considerado benchmark do grupo Eaton na área de contas a receber, com um desempenho acima da média. É também o service center mais completo da corporação, com a prestação de todos os serviços na área financeira – inclusive o processamento de operações de importação e exportação.

A maior parte das atividades são geradas pelas transações de compra e venda. Só em notas fiscais de faturamento, por exemplo, foram emitidas 250 mil em 2006.

Quando uma unidade emite uma nota de faturamento, os dados vão direto para o SASC, que se responsabiliza pela cobrança do cliente, pela escrituração fiscal e pelo registro da operação nos livros contábeis. No caso de uma nota fiscal de compra (de materiais ou serviços), o centro faz todo o processamento fiscal, de contas a pagar e da contabilidade.

“Os principais benefícios são a padronização, a integridade e o controle das informações”, afirma Bortoliero. “Além disso, ao passar os serviços financeiros para o SASC, as unidades de negócios da empresa têm mais tempo para se concentrar em suas atividades.”

Em setembro de 2005, o SASC ganhou um prédio próprio, que fica dentro das instalações da Eaton em Valinhos. Hoje 51 pessoas trabalham lá. Em 2008, o service center começará a prestar serviços também para as divisões da Eaton na Argentina, no Chile e na Venezuela.


• FICHA TÉCNICA

Cliente: Eaton Brasil
www.eaton.com.br

Perfil: Fabricante de produtos para Indústria Automobilística, sistemas hidráulicos, equipamentos e peças para a aeronáutica, componentes elétricos e sistemas de distribuição de energia, produtos para motores automotivos e para filtração industrial.

Sistema: ERP Oracle E-Business Suíte - ERP

Projeto:
- Implantação do South América Service Center (SASC), com base em ambiente Oracle

- Desenvolvimento de interfaces para a integração nesse ambiente único e padronizado das informações extraídas de diferentes sistemas usados nas diversas unidades da empresa.

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